Exposição “Tramas da Resistência” de Flávia Ventura

Sobre:

O programa de exposições ‘’ARTE NA LUTA’’ idealizado pela Aliança Francesa, apresenta ao público a exposição “Tramas da Resistência”, da design de moda Flávia Ventura. “Tramas da Resistência” é a primeira exposição individual a integrar a programação da Galeria Georges Vincent no ano de 2018 e tem abertura no dia 26/04, 19h, na sede da Aliança Francesa BH (Rua Tomé de Souza, 1418, Savassi, BH/MG). A exposição fica em cartaz até o dia 17/05 e a entrada é franca.

 

ARTE NA LUTA

Idealizado pela Aliança Francesa BH, o programa de exposições “ARTE NA LUTA”, com a curadoria de Afonso Andrade, Mirella Spinelli, Pierre Alfarroba e Rebeca Prado, apresenta ao público os 8 projetos de artistas mineiros, selecionados para ocupar a Galeria Georges Vincent mensalmente, durante o ano de 2018. O projeto objetiva reiterar o poder da arte, da cultura e da educação para promover tolerância, abertura, curiosidade, diálogo, humor, igualdade, diversidade, e também para combater o ódio, o medo do outro, a ignorância, a corrupção, o racismo, a irresponsabilidade e o radicalismo.

 

TRAMAS DA RESISTÊNCIA

A exposição apresenta trabalhos inéditos desenvolvidos entre 2017 e 2018 com base nos acontecimentos recentes do cenário político brasileiro, sob a ótica da mulher como personagem atuante nas lutas por justiça social e liberdade de expressão.

Os trabalhos passam por referências a grandes artistas e músicos que levantaram voz em momentos críticos da história política do Brasil antes e agora, como Hélio Oiticica, Rosana Paulino, Gonzaguinha e MC Carol, e trazem um caráter experimental da mistura de técnicas e materiais tradicionais da produção artística com os do universo da costura e da estética corporal. Linhas se misturam às tintas e maquiagens, tecidos se misturam aos papéis.

A reconstrução e ressignificação de técnicas e materiais refletem no próprio conceito de (r)evolução social, política e de costumes que só são possíveis pela coragem de arriscar sobre novas formas de ação e pensamento. Os trabalhos abordam questionamentos que passam pela mulher silenciada e alienada pelas estruturas da sociedade, até a mulher transgressora que luta contra essas mesmas estruturas. Trazem, ainda, reflexões sobre democracia, construção coletiva e a beleza das utopias. No fazer artístico ou no fazer político, a quebra de paradigmas abarca uma mesma luta.

 

BIOGRAFIA

Graduada em Design de Moda (form. comp. Artes Visuais) pela Escola de Belas Artes – UFMG e graduanda em Artes Plásticas pela Escola Guignard – UEMG.

Com uma pesquisa baseada na experimentação de linguagens e suportes, investiga a complexidade da representação do corpo da mulher como corpo político inserido em uma sociedade de consumo, e suas relações com o universo do vestuário e os conceitos de gênero, passando por temas como religião, família e sexualidade.

Ao mesmo tempo,explora a valorização das formas de expressão tradicionalmente relacionadas ao universo considerado “feminino”, incorporando os saberes de costura e bordado às técnicas convencionais do fazer artístico. Saberes esses que carregam uma rica fatia da nossa cultura ao longo dos tempos contando histórias, e que podem ser desconstruídos, recriados e reaplicados também como uma forma de resistência, em uma sociedade onde as atividades culturalmente realizadas por mulheres são frequentemente desvalorizadas.


 

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