TERRA FÉRTIL – ANNA GÖBEL

Sobre:

Aliança Francesa Belo Horizonte lança a mostra individual TERRA FÉRTIL, da artista plástica, escritora, ilustradora, professora e performer ANNA GÖBEL, dia 28 de junho. Os trabalhos fazem parte da programação anual da instituição, com o tema “Arte na Luta”, que convocou artistas por meio de um edital.

Num cenário caótico de um mundo em crise e em conflito com a ética, o ambiente, a economia e a política, Terra Fértil surge como uma proposta que sensibiliza o visitante para a consciência de um ser integrado, capaz de resistir e transformar processos de conflitos em soluções que mudam sua vida.

Utilizando materiais como acetato, papelão, lonas, restos de EVA e tintas comuns, como látex e betume, Anna Göbel propõe uma arte inclusiva que conclama as pessoas a vivenciarem processos criativos. Mais do que isso, sugere que mesclar elementos simples em ações que incluem diversidades de seres e opiniões impulsiona a humanidade a construir sistemas análogos à natureza que remetem a solos férteis onde germinam o amor e o respeito, como no encontro do rio com o mar, que resulta em um rico mangue.

O projeto lança uma luz para que as pessoas observem seu entorno e tomem atitudes propositivas rumo à transmutação de energias vitais e ao crescimento de micro e macrossistemas que alimentam as relações entre os seres.

Tematizada por Sombras, Sulcos e Matrizes, a exposição Terra Fértil mostra o reencontro da artista com a gravura em preto-e-branco e o processo de transição de sua arte até que incorporasse a cor.

 

(Por Marlene Peret)

 

Sobre Anna Göbel

Anna Göbel é artista plástica, escritora, ilustradora, professora e a performer que carrega dentro de si o impulso da arte social.  Nascida na Espanha, mas criada entre a Argentina e a Alemanha, seu país de origem, mora no Brasil desde 1995.  É formada em artes plásticas pela Universidade de Belas Artes de Buenos Aires (ARG). Participou de mais de 50 exposições individuais e coletivas,  que incluem xilogravuras, pinturas, instalações e murais, na Alemanha, Argentina, Chile, Finlândia e Brasil. Publicou 15 livros autorais e ilustrou importantes autores brasileiros.  Há mais de 20 anos, trabalha com o retroprojetor, ferramenta que utiliza para tecer artes interativas que dialogam com outras linguagens artísticas. Além de professora especializada na pedagogia Waldorf, realiza trabalhos educativos e sociais em comunidades rurais e indígenas brasileiras, além de intervenções artísticas urbanas, que, na maioria das vezes, inclui trabalhos coletivos e em parceria com centros de educação e saúde, associações e projetos sociais.


 

Interessado? Fale conosco

Sua mensagem