Dicas para ter um carnaval “super”!
9 de fevereiro de 2018
Curso de Francês e Gastronomia
21 de fevereiro de 2018
Mostrar todos

PRORROGADO – Edital 2018 Galeria Georges Vincent

O recebimento de propostas foi prorrogado até o dia 28 de fevereiro de 2018

 

Estão abertas as inscrições para a ocupação da galeria da Aliança Francesa, Georges Vincent.

Com o tema Arte na Luta, o projeto selecionara artistas para compor oito exposições individuais de abril a dezembro e uma mostra coletiva em março. As inscrições estão abertas de 18 de janeiro a 21 de fevereiro. Todas as propostas serão analisadas no período de 22 a 28 de fevereiro sendo o resultado divulgado no dia 01 de março e a abertura da mostra coletiva no dia 22 de março.

 

Baixe aqui o Edital – Baixe aqui a ficha de inscrição

—————————-

1968-2018. Cinquenta anos depois dos eventos de maio de 1968 na França, A Primavera de Praga, A Passeata dos Cem Mil, o movimento dos direitos cívicos nos EUA contra a guerra do Vietnã, vamos refletir sobre o papel da arte na luta.O que incentivou Picasso a pintar Guernica em 1937? Obra máxima do cubismo, nela Picasso expõe os horrores da guerra, representando o bombardeio ocorrido na pequena cidade espanhola de Guernica, por aviões nazistas apoiados pelo ditador Franco.  Dois anos antes, ele afirmou:

“Não, a pintura não é feita para decorar apartamentos.
Ela é uma arma de ataque e defesa contra o inimigo”.

“A imaginação no poder”, “Está proibido proibir”, gritaram e picharam os manifestantes de Mai 68. Naquele ano, vários foram os conflitos que eclodiram mundo afora, opondo, nos campos de batalha da política, da cultura, das artes e das lutas, entre os mais diversos grupos, interesses e visões de mundo dando origem a contracultura. Desde então, lutas pela defesa dos direitos civis e do meio ambiente, acesso a educação, igualdade sexual e de gênero, liberdade de expressão, diversidade cultural e tantos outros ideais surgiram e continuam a cada dia sendo essenciais à sociedade.Em momentos de crise, a arte é sempre um meio de denunciar, resistir, combater, e às vezes de falar quando não há mais palavras.

Ao longo do ano de 2018, através dos 8 projetos selecionados, vamos reiterar que acreditamos no poder da arte, da cultura e da educação para promover tolerância, abertura, curiosidade, diálogo, humor, igualdade, diversidade, e também para combater o ódio, o medo do outro, a ignorância, a corrupção, o racismo, a irresponsabilidade e o radicalismo.

“Vem, vamos embora
que esperar não é saber.
Quem sabe faz a hora,
não espera acontecer.”
Pra não dizer que falei das flores – Geraldo Vandré, 1968.
Belo Horizonte, 18 de janeiro de 2018.

 

Dedicamos este edital à memória de Flávio Henrique.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *