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Exposição Fotográfica Chandelier Kitihawa

Sobre:

ALIANÇA FRANCESA REALIZA EXPOSIÇÃO “CHANDELIER KITIHAWA” NO ÂMBITO DO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
COM OBRAS DO FOTÓGRAFO NICOLAS HENRY, MOSTRA CONTA COM PARCERIA DO FESTIVAL DE ARTE NEGRA (FAN)

No dia da Consciência Negra, 20 de novembro, a Aliança Francesa, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e o Museu Mineiro, abre a exposição “Chandelier Kitihawa”, com fotografias do artista francês Nicolas Henry. A mostra é um conto em imagens sobre a história mundial da escravidão, que se passa entre a África e as Américas. O Museu Mineiro recebe a exposição que apresenta 12 grandes fotografias (100×150 cm) e uma narração ilustrada de 54 fotos. A entrada é gratuita.
Henry combina o envolvimento da comunidade e a expressão pessoal com a fotografia, a técnica de teatro, a iluminação cinematográfica e o suporte e cenografia feitos à mão. O resultado é uma série de imagens que obscurecem a linha entre ficção e realidade, atestando a importância de apreciar a diversidade cultural na busca por uma sociedade justa e igualitária.
A mostra é fruto de uma pesquisa histórica minuciosa, feita para identificar os heróis negros dos processos de descolonização, a dor causada, as utopias e como a África contribui para a humanidade. Foi criada uma plataforma criativa, onde os participantes puderam trocar ideias, falar sobre os desafios enfrentados por suas comunidades e expressar suas esperanças e ideias para o futuro. A série busca instigar a compaixão do público e inspirar a ação pela mudança. Das 53 imagens do projeto, o artista traz uma dúzia para o Brasil.
O título da obra evoca Kitihawa, personagem esquecida pela história, filha de um chefe ameríndio Potawatomi e esposa do mulato Jean-Baptiste Pointe Du-Sable, fundador de Chicago (EUA). O artista revisita os grandes períodos do tráfico de negros na história das Américas e faz conhecer os heróis que participaram da luta pela sua emancipação. A narrativa passa pelo Brasil, Guiana, os Negmarrons, Ilha de Goreia no Senegal, mas, também, pela Etiópia, Namíbia, Madagascar, África do Sul, Dominica, França e Inglaterra.
A série celebra a força e a resiliência de homens, mulheres e crianças diante das adversidades e destaca a importância de reconhecer a história uns dos outros, com o objetivo de atingir uma coexistência pacifica e harmoniosa.

Sobre o fotógrafo Nicolas Henry
Nascido na França em 1978, Nicolas Henry teve sua formação na Escola de Beaux Arts de Paris. Formou-se também em cinema, como diretor, no Institute of Art and Design Emily Carr em Vancouver, Canadá.
Paralelamente a sua carreira de iluminador e cenógrafo de espetáculos (música, dança contemporânea e teatro), ele percorreu o mundo durante três anos, como diretor, para o projeto “6 milliards d’autres” de Yann Arthus-Bertrand. Em 2009, Nicolas Henry foi responsável pela direção artística da exposição no Grand Palais. Dando continuidade a seu trabalho pessoal, ele percorreu o mundo com o intuito de realizar uma série de retratos dos ancestrais do mundo inteiro – “Les cabanes de nos grands parents” (Edições Actes Sud). O artista combinou, neste trabalho, instalações plásticas e retratos fotográficos. Seus trabalhos, unindo fotografias e esculturas, foram expostos ao redor do mundo, de Nova Iorque ao Japão, Nepal, Nigéria, Coréia, Argentina… O filme “Comfortably Lost” (2011), do diretor Quentin Clausin se baseou na história deste teatro vivo.
Nicolas Henry esteve presente nos encontros de Arles em 2014 e 2016. Neste último ano, ele recebeu o prêmio Popcap’16 pela fotografia africana. Seu novo livro sobre as comunidades através do mundo, «Contes imaginaires autor du monde – World’s in the making» foi lançado em 2016 pelas Edições Albin Michel. Em 2017, recebeu o prêmio Méditerranée pelo melhor livro de arte deste ano.
Instituições, tais como, DuSable Museum of African American History, o Museu Nacional da Imigração de Paris, as aquisições do FRAC Guiana, ou a COP 21, o elogiam pelo sentido e compromisso com o processo artístico tanto quanto sua estética.

SERVIÇO:
Exposição Chandelier Kitihawa
Abertura: 20 de novembro, às 19h30 – com a presença de Nicolas Henry!
Visitação: de 21 de novembro a 08 de dezembro
Local: Museu Mineiro (Av. João Pinheiro, 342 – Lourdes, Belo Horizonte)
Entrada Gratuita
Informações: afbh@aliancafrancesabh.com.br
aliancafrancesabh.com.br


 

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